Movimento Slow Food é divulgado no Instituto Estadual de Educação Professora Irmã Teofânia
A convite da vice-diretora e coordenadora do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) do Instituto Estadual de Educação Professora Irmã Teofânia, Ivonete Cantoni, dois integrantes do movimento Slow Food Primeira Colônia Italiana coordenaram a atividade “Oficinas de Educação do Gosto” no local. O encontro ocorreu na última terça-feira, 12.
Ivonete já conhecia o Slow Food, da palestra realizada anteriormente e, desta vez, o intuito era atingir outro público. “Já tivemos contato com o trabalho do grupo, e quando se fala em qualidade de vida, lembro do movimento”.
A nutricionista Bruna Postingher, uma das integrantes do movimento, lembra que a proposta das Oficinas de Educação do Gosto é trazer informações e experiências que estimulem os participantes a darem maior atenção aos alimentos que consomem. “Esperamos que crianças e adultos percebam suas refeições não apenas como um momento de 'matar a fome', mas sim, que entendam um pouco mais a respeito da influência que a comida exerce em sua saúde e qualidade de vida como um todo, abordando não apenas aspectos nutricionais dos alimentos, mas também destacar sua importância em questões como prazer, cultura, e convívio”, aponta.
Ao fim, o chef Rodrigo Bellora, do restaurante Valle Rustico, realizou uma dinâmica com o público. Os alunos foram vendados e degustaram alimentos com o objetivo de perceber os diferentes sabores e sensações que eles provocaram.
O movimento
O Slow Food é uma associação internacional sem fins lucrativos, fundada em 1986 como resposta aos efeitos do fast food. O movimento deseja contrastar o ritmo frenético da vida atual, o desaparecimento das tradições culinárias locais, o interesse cada vez menos das pessoas pela comida, pela origem e pelo sabor dos alimentos e esclarecer como as escolhas alimentares podem ter impacto no mundo. A associação conta com mais de 100 mil associados de 150 países, conjugando o prazer e a alimentação com consciência ambiental e responsabilidade social.
Os convívios articulam relações com os produtores, fazem campanhas para proteger alimentos tradicionais, organizam degustações e palestras, e encorajam os chefs a usar alimentos regionais. O mais importante: cultivam o gosto ao prazer e à qualidade de vida no dia-a-dia.
Quem tiver interesse em participar do convívio Primeira Colônia Italiana pode entrar em contato no e-mail ivanefa@gmail.com e solicitar a ficha de adesão. O valor a ser pago para o Slow Food Internacional é de R$ 50 anuais.
Crédito das fotos: Melina Casagrande
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